A Diretoria do Banco Mundial aprovou hoje um empréstimo para o Brasil, no valor de US$235 milhões, destinado ao Projetode Investimento para a Qualificação do SUS (QUALISUS REDE). O financiamento ajudará a ampliar a eficiência do sistema universal de cuidados de saúde, apoiando o desenvolvimento de redes de assistência regionais, o que resultará em uma melhor promoção, prevenção, detecção e tratamento de problemas prioritários de saúde, com ênfase nas doenças não transmissíveis. O projeto deverá atender cerca de 2,2 milhões de pessoas em 15 regiões e grupos selecionados.
O projeto também visa melhorar a qualidade e a eficiência de hospitais e centros de saúde locais, assim como de outros sistemas de transporte e de logística que são importantes para o atendimento de saúde nas regiões e grupos selecionados. As áreas de implementação e a abrangência das intervenções específicas do projeto serão definidas de modo flexível com base nas propostas dos subprojetos.
"A política de desenvolvimento para o Brasil, implementada pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca aliar o crescimento econômico com desenvolvimento e equidade social. O Sistema Único de Saúde - SUS completou vinte anos de implantação, ancorado em um trabalho coletivo envolvendo esfera municipal, estadual e federal. Com um salto de cobertura de atendimento, de 30 milhões de pessoas para 190 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente do SUS para ter acesso aos serviços de saúde", afirmou o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "O Projeto Qualisus-Rede, desenvolvido em parceria com o Banco Mundial, certamente se inclui neste propósito de contribuir para a qualificação da atenção e da gestão da saúde, possibilitando a estruturação de redes regionais voltadas para o atendimento das necessidades de saúde de suas populações”.
As doenças não transmissíveis e os acidentes são as principais causas de morte no Brasil. Os problemas cardiovasculares, os acidentes e o câncer são as três causas principais, sendo responsáveis por 62% de todos os óbitos. Se não houver nenhuma mudança, estima-se que os gastos com a saúde no Brasil, durante a próxima década, terão um acréscimo de US$34 bilhões e resultarão em uma perda de produtividade que poderá atingir US$ 38 bilhões, o que corresponderá a 5% do PIB no período.
“O aumento da eficiência e da eficácia no uso dos recursos para a área de saúde, com o propósito de conter o aumento de seu custo, talvez seja o maior desafio enfrentado pelo sistema brasileiro de saúde”, afirmou Makhtar Diop, Diretor do Banco Mundial para o Brasil. “Apesar do avanço na situação da saúde e do progresso na reforma do setor, o sistema ainda se depara com questões estruturais e organizacionais. O empréstimo para o QUALISUS apoiará um novo conjunto de mudanças a fim de proporcionar flexibilidade aos municípios e estados, para que possam planejar e organizar a sua assistência de saúde de acordo com as condições locais, estabelecendo assim as bases para um sistema de gestão com base em resultados e uma melhor integração das redes.”
A primeira fase do projeto compreenderá três componentes:
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Desenvolvimentos de Redes Regionais de Atenção à Saúde e o Fortalecimento das Instituições de Cuidados de Saúde – Essas unidades apoiarão o desenvolvimento e a implementação de iniciativas regionais de atendimento de saúde coordenadas ou integradas, com vistas a maximizar o uso eficiente dos recursos disponíveis. Para complementar esses esforços, o empréstimo fortalecerá as práticas de gestão nas instituições que participam das redes.
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Desenvolvimento de Sistemas para Melhorar o Desempenho – Esse componente ajudará os esforços do Ministério da Saúde para criar um ambiente propício em termos institucionais e de sistema, visando apoiar a implementação das redes regionais, melhorar a administração e a qualidade da atenção de saúde, promover sistemas de pagamento alternativos e aperfeiçoar o monitoramento e a avaliação do impacto dessas iniciativas.
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Gerenciamento do Projeto – Estudos, serviços de consultoria, treinamento e outras intervenções voltadas à expansão da capacidade do Ministério da Saúde para executar e supervisionar o projeto e seus resultados.
“O Ministério da Saúde demonstrou um extraordinário compromisso com a implementação das reformas necessárias para expandir os benefícios e a eficiência do SUS”, afirmou André Médici, Gerente de Projeto do Banco Mundial. “O Banco Mundial ocupa uma posição singular para colaborar com esse esforço, contribuindo com a sua experiência para transferir, através de assistência técnica, mais conhecimento e instrumentos de gestão para a conformação de redes de saúde no Brasil.”
Fonte: Grupo Banco Mundial