Segundo o órgão, dinheiro vai contribuir para o aumento da prevenção, cuidados e tratamentos entre os integrantes dos chamados grupos de risco e portadores de doenças sexualmente transmissíveis.
O Banco Mundial anunciou um empréstimo de US$ 67 milhões, o equivalente a R$ 127 milhões, para o combate à Aids no Brasil. O recurso será destinado ao projeto Aids/SUS Estruturando a Governança da Resposta Nacional, programa do Sistema Único de Saúde brasileiro.
Esta é a quarta etapa de um acordo que vem sendo negociado há mais de um ano. O governo do Brasil deverá investir US$ 133 milhões, ou R$ 252 milhões.
Prevenção
O diretor-adjunto do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Rui Burgos, disse a Rádio ONU, de Brasília, que o projeto vai contribuir no cuidado aos integrantes de grupos de risco.
"O projeto é importante para a gente porque ele possibilita aumentar o acesso ao serviço de prevenção, diagnóstico e tratamento de DST e HIV para as populações mais vulneráveis. As populações vulneráveis são homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de droga", afirmou Rui Burgos.
Ainda de acordo com ele, o projeto também tem como objetivo melhorar o desempenho dos programas de combate às doenças já existentes nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal.
As novas ações vão incluir treinamento, monitoramento e aprendizado a partir de ações de organizações da sociedade civil, além do desenvolvimento de novas diretrizes.
Esforços
Segundo o Banco Mundial, os esforços do governo brasileiro e da sociedade civil ajudaram a evitar que a epidemia se alastrasse.
O projeto Aids/SUS já envolve 480 municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, 630 mil pessoas são portadoras do vírus HIV hoje, diferente da previsão feita em 2000, de que haveria 1,2 milhão de pessoas infectadas.
Fonte: Daniela Traldi, da ONU em Nova York.