Publicado em: 26/08/2026
No dia 20 de agosto de 2026, a Synergia participou do Fórum Estadão New Mining, que teve como tema “Minério Verde: o novo rumo da mineração brasileira”. O evento aconteceu em formato de painéis sequenciais que discutiram o papel estratégico da mineração no desenvolvimento econômico, a transição energética e a competitividade global do Brasil.
Entre os participantes, houve o consenso sobre o enorme potencial mineral do país e, ao mesmo tempo, sobre os desafios enfrentados para transformar essas reservas em desenvolvimento industrial, inovação tecnológica e geração de valor agregado.
Atualmente, o Brasil possui algumas dasmaiores reservas mundiais de minerais críticoscomoterras raras, lítio, cobre, níquel, grafita e nióbio. No entanto, o país continua exportando matéria-prima, enquanto outras nações concentram as etapas de refino e industrialização além da maior parte dos ganhos econômicos associados a essas cadeias produtivas.
Nesse cenário, o conceito de Minério Verde, definido como aquele produzido com menor emissão de carbono, que utiliza energia limpa, respeita as comunidades locais, atende aos critérios ESG, garante os direitos humanos, recupera as áreas exploradas e gera benefícios econômicos e sociais duradouros.
Durante os debates, também foram apresentados alguns dos principais gargalos que dificultam o desenvolvimento do setor no país, basicamente relacionados à lentidão na regulação e no licenciamento, à necessidade de fortalecimento da estrutura institucional da Agência Nacional de Mineração (ANM) e às dificuldades no financiamento de projetos minerários.
Os painéis reforçaram que promover uma mineração sustentável não significa deixar de minerar, mas realizar a atividade com responsabilidade ambiental, social e ética.
Os palestrantes também destacaram os desafios relacionados ao garimpo ilegal, muitas vezes associado ao crime organizado, diferenciando-o dos pequenos garimpos que operam de maneira formal e legalizada. Outros temas relevantes abordados foram a urgência de reduzir as emissões na produção de aço e a crescente disputa internacional por minerais estratégicos.

Para finalizar, o último painel focou na transformação digital da atividade. O uso integrado de tecnologias como inteligência artificial, sensores em tempo real, internet das coisas (IoT), drones, satélites e caminhões autônomos foi amplamente mencionado pelas lideranças do setor. Os especialistas ressaltaram que a adoção dessas inovações traz benefícios diretos e mensuráveis, resultando na redução de custos, no aumento da produtividade, na elevação da segurança operacional, em um menor impacto ambiental, além de garantir um monitoramento muito mais eficiente de barragens e tomadas de decisões baseadas em dados
“Os debates promovidos no evento reiteram que a atividade mineral se consolidou como um vetor indispensável para viabilizar as transições energética, digital e industrial em escala global. Diante do novo paradigma de descarbonização e avanço tecnológico, o Brasil posiciona-se com vantagens competitivas e geológicas únicas para assumir o protagonismo nessa cadeia global de valor.”, destacou Marciléia Toledo, Gerente de Projetos da Synergia.
Contudo, o sucesso dessa inserção depende da superação do modelo puramente extrativista. O principal desafio setorial reside na capacidade de converter ativos minerais em desenvolvimento socioeconômico sustentável, internalizando a inovação tecnológica e convertendo o potencial geológico em prosperidade e soberania nacional.






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