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Energy Summit 2026: Desafios e Oportunidades da Transição Energética

Publicado em: 01/07/2026

Entre os dias 23 e 25 de junho, a cidade do Rio de Janeiro recebeu o Energy Summit Global 2026, realizado na AXIA Marina da Glória, em parceria com o MIT. O evento reuniu lideranças empresariais, especialistas, representantes da academia, investidores e setor público para discutir os caminhos da transição energética e o papel cada vez mais estratégico da energia para a inovação, a competitividade e o desenvolvimento econômico, especialmente em um cenário marcado pela digitalização da economia e pela expansão acelerada de tecnologias intensivas em dados, como a inteligência artificial, no qual novas demandas passam a depender de oferta energética confiável, disponível e a custo viável.

Representando a Synergia, nossa gerente comercial, Jussara Couto Jimenez, esteve presente nos três dias de evento, acompanhando debates e interações sobre os principais desafios do setor elétrico e as oportunidades que surgem em um cenário marcado pelo avanço da digitalização, da inteligência artificial e da economia de dados. Sua participação esteve orientada por um olhar conectado à realidade dos projetos em que atuamos e à forma como as transformações do setor se materializam nos territórios.

As discussões reforçaram que a energia deixou de ser apenas uma condição operacional e passou a ocupar um lugar central nas decisões de investimento e nos novos modelos de negócio. A confiabilidade do suprimento, a capacidade de conexão, o custo da energia e a robustez da infraestrutura elétrica tornaram-se fatores essenciais para sustentar o crescimento da economia digital.

Painel do Energy Summit reuniu especialistas e lideranças do setor para discutir tendências, desafios e oportunidades na transição energética e no futuro da matriz energética brasileira.
Debate sobre inovação, sustentabilidade e transição energética durante o Energy Summit.

Transição energética como desafio de implementação 

A programação evidenciou a amplitude dessa agenda, conectando temas como descarbonização, digitalização da infraestrutura, inteligência artificial aplicada ao setor, novos modelos de negócio, financiamento sustentável e regulação. Essas dimensões, cada vez mais interdependentes, exigem decisões integradas entre política pública, mercado, tecnologia e território.

Nesse contexto, a transição energética deixa de ser apenas uma agenda aspiracional e passa a ser um desafio concreto de execução. O Brasil parte de uma posição estratégica, com uma matriz elétrica majoritariamente renovável e uma matriz energética com elevada participação de fontes renováveis em comparação à média global. No entanto, transformar esse potencial em desenvolvimento sustentável exige planejamento, governança, expansão da infraestrutura e capacidade de implementação.

Mais do que diversificar fontes, o desafio está em integrar geração, transmissão, distribuição, armazenamento e novas cargas de forma eficiente, segura e economicamente viável. Com a expansão de data centers, soluções digitais e aplicações em inteligência artificial, cresce também a demanda por eletricidade, aumentando a necessidade de um sistema preparado para absorver novas demandas sem ampliar desigualdades ou pressionar ainda mais a infraestrutura existente.

Especialistas debateram estratégias de resiliência urbana e inovação social em territórios vulneráveis, abordando soluções colaborativas para ampliar o acesso a serviços essenciais e promover o desenvolvimento sustentável.
Discussão sobre resiliência urbana e soluções para territórios vulneráveis durante o Favela Inova.

O papel dos territórios na transição energética 

Outro ponto central dos debates foi a dimensão social e territorial da transição energética. Grandes projetos de infraestrutura, a expansão de redes, a reorganização de cadeias produtivas e a chegada de novas tecnologias impactam diretamente comunidades, economias locais e o uso do território. 

Por isso, compreender como esses impactos são percebidos, pactuados e geridos torna-se essencial para a viabilidade dos projetos. Questões como acesso à energia, distribuição de custos e benefícios, pressão sobre serviços locais, expectativas de geração de emprego, presença de comunidades tradicionais, uso do território e capacidade institucional dos municípios são variáveis que precisam ser consideradas desde as etapas iniciais de planejamento. 

Quando essas dimensões não são consideradas, os riscos ultrapassam os resultados sociais da transição. Eles podem se traduzir em conflitos, atrasos, judicialização, perda de legitimidade e redução de valor para os empreendimentos. Por outro lado, uma leitura territorial qualificada permite antecipar assimetrias, identificar oportunidades e construir soluções mais aderentes às realidades locais. 

É nesse ponto que o território deixa de ser apenas uma área de implantação e passa a ser uma variável estratégica da transição energética. É nele que se materializam impactos, oportunidades e riscos capazes de acelerar ou dificultar a implementação de projetos. Também é no território que essa transformação será percebida pelas comunidades como desenvolvimento, imposição ou conflito.

A abertura do Women in Energy 2026 destacou a importância da diversidade e da liderança feminina no setor energético, reunindo profissionais para compartilhar experiências e perspectivas sobre o futuro da indústria.
Painel de abertura do Women in Energy 2026 destacou a liderança feminina no setor de energia.

A atuação da Synergia 

Essa perspectiva dialoga diretamente com a atuação da Synergia, que trabalha na interface entre grandes projetos de infraestrutura, empresas e comunidades. Nossa atuação parte de uma leitura qualificada dos territórios, com diagnósticos socioterritoriais, mapeamento de stakeholders e processos de escuta que ajudam a compreender contextos, expectativas, riscos e oportunidades associados a cada projeto. 

A partir dessa base, a Synergia contribui para a avaliação e gestão de impactos, a comunicação social, o monitoramento de compromissos e o uso de inteligência territorial aplicada à tomada de decisão. Essa abordagem fortalece a previsibilidade, reduz riscos e apoia a implementação de projetos complexos de forma mais responsável, viável e alinhada às realidades locais. 

Mais do que conectar o tema social à agenda energética, trata-se de reconhecer que a transição só será efetiva se conseguir converter investimentos, infraestrutura e inovação em benefícios verificáveis para os territórios. Isso envolve mitigação de impactos, fortalecimento institucional, geração de oportunidades, participação social qualificada e construção de soluções aderentes às dinâmicas locais. 

Seguimos acompanhando de perto as transformações do setor, com a convicção de que a transição energética no Brasil será definida não apenas pela capacidade tecnológica instalada ou pelo potencial renovável disponível, mas pela forma como será planejada, pactuada e implementada nos territórios.

Entrada do Energy Summit, evento que promoveu encontros e discussões sobre os principais desafios e oportunidades da transição energética.
Espaço de boas-vindas do Energy Summit.
7 – Energia acessível e limpa
9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura
13 – Ação contra a mudança global do clima
11 – Cidades e comunidades sustentáveis
17 – Parcerias e meios de implementação

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