Notícia

Água: direito fundamental. Mais do que nunca…vital

Publicado em: 01/03/2021

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o acesso à água limpa e segura e ao saneamento básico direitos humanos fundamentais. O compromisso de garanti-los para todas as pessoas até 2030 é meta estabelecida mundialmente, e adotada, inclusive, pelo Brasil.

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6 da ONU

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6 da ONU

Mas alcançar esses direitos básicos à vida ainda parece uma tarefa quase impossível para milhares de seres humanos.

Brasil

Mais de 32 milhões de brasileiros não têm acesso à água encanada.

Cerca de 6,1 milhões de lares, e 18,4 milhões de brasileiros, não recebem água encanada diariamente.

3 milhões de domicílios receberam água, no máximo, 3 vezes por semana.

No Nordeste, 1 em cada 4 domicílios não conta com abastecimento de água diário.

Aproximadamente 1,6 milhões de domicílios não possuem banheiro.

Norte e Nordeste têm as menores coberturas de rede de esgoto.

Apenas 46% dos esgotos gerados nos país são tratados.

Mundo

4 bilhões de pessoas sofrem de severa escassez de água.

2,2 bilhões de pessoas não têm acesso à água potável: 1 a cada 3 pessoas no planeta.

1 em cada 4 instalações hospitalares não tem água corrente. 10% não possui saneamento básico.

4,2 bilhões de pessoas não têm serviços de esgotamento sanitário seguro.

Cerca de 40% da população mundial vive sem água e sabão para lavar as mãos.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Relatório Global sobre Instalações de Saúde WASH – Relatórios de 2020, com referência ao ano de 2019.

Menos água, mais riscos

A falta de saneamento e água tratada sempre foram críticas e ocasionavam milhares de mortes por doenças como cólera, febre tifoide, diarreia e infecções. Mas a pandemia de Covid-19 adicionou um novo elemento agravante na situação.

Dia da água – menino bebe água em torneira de rua

Foto: Rajesh Kumar_AP

Quando não há água, como se faz para proteger a população contra uma doença que tem, como uma das principais formas de controle, o reforço dos hábitos de higiene e a necessidade de se lavar as mãos com água e sabão constantemente?

A falta de água e redes de esgoto aumenta o número de mortes por Covid-19 nas áreas de comunidades carentes, comunidades rurais em situação de vulnerabilidade e populações de rua.

Assegurar o abastecimento de água para a população é garantir um serviço essencial, principalmente em tempos de pandemia.

No Brasil, a isenção de cobrança das tarifas relacionadas ao consumo da água foi uma importante medida adotada por alguns governos estaduais para evitar que mais famílias ficassem sem esse recurso.

Ao mesmo tempo, a população se viu às voltas com as ameaças de privatização dos serviços de saneamento, e se preocupa com possíveis aumentos dos valores e cobranças abusivas nos serviços pelos quais mal pode pagar. Consequentemente, em caso de confirmação das previsões, os problemas da exclusão social e das desigualdades poderão se agravar, assim como os de saúde pública.

Neste dia da água, 22 de março, que tal refletir sobre os seus privilégios e qual uso você faz desse recurso tão importante?

 

Saiba mais:

Confira o Informativo popular, criado pelo Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS), para orientar a população sobre os direitos em relação ao acesso à água em tempos de pandemia.

 

Faça o download do Guia Prático Para Utilização Sustentável dos Recursos Hídricos, produzido por especialistas da Synergia Consultoria Socioambiental.

 

Fique por dentro