Publicado em: 15/04/2026
Mesmo diante de um cenário internacional de retração da pauta, empresas do setor seguem avançando na integração da diversidade, equidade e inclusão às estratégias de sustentabilidade, gestão de riscos e desempenho organizacional.
Nos últimos anos, a pauta de sustentabilidade e, de forma mais sensível, a agenda de diversidade, equidade e inclusão têm enfrentado um revés em diferentes contextos internacionais, marcado por questionamentos políticos, retração de investimentos, revisão de compromissos públicos e, em alguns casos, descontinuidade de programas corporativos. Esse movimento tem sido associado a pressões de curto prazo por eficiência financeira, mudanças regulatórias e disputas ideológicas que deslocam a discussão de DEI do campo da gestão para o embate político.
Nesse cenário, chama atenção o posicionamento do setor de mineração no Brasil, que vem sinalizando a manutenção e, em alguns casos, o aprofundamento dessa agenda por meio de iniciativas coletivas, definição de metas, produção de indicadores e integração da diversidade às estratégias de sustentabilidade e gestão de riscos, tratando o tema como elemento estrutural para a operação, a relação com os territórios e a performance organizacional.
Foi a partir dessa perspectiva que a #SynergiaSocioambiental acompanhou a 5ª edição do #DiversIBRAM2026, encontro que reuniu lideranças do setor mineral para discutir diversidade, equidade e inclusão de forma cada vez mais conectada à gestão, à operação e aos seus resultados.
Para nossa CEO, Alessandra Benevides, o evento evidenciou avanços relevantes na formalização da agenda de DEI no setor, com o IBRAM exercendo um papel consistente ao integrar o tema às agendas de sustentabilidade e desenvolvimento e estimular modelos mais estruturados, baseados em metas claras, indicadores e acompanhamento contínuo. A presença e o posicionamento de CEOs e VPs reforçaram a centralidade da alta liderança na definição de prioridades e na alocação de recursos.
Ampliar a representatividade, segundo Alessandra, contribui para uma gestão mais integrada, sensível aos riscos e às dinâmicas locais: “Do ponto de vista socioambiental, a ampliação da diversidade no setor mineral contribui para decisões mais qualificadas, maior aderência entre planejamento e execução nos territórios, melhor leitura de stakeholders, antecipação de conflitos e ações com maior efetividade.”
Os dados apresentados mostram, no entanto, que os desafios permanecem significativos. As mulheres representam cerca de 22% da força de trabalho do setor, com participação ainda menor em áreas operacionais e em cargos de liderança, além de taxas de turnover mais elevadas. Embora alguns grandes players do setor tenham apresentado avanços significativos desde a assinatura da Carta Compromisso do Setor Mineral, o debate indicou que o foco precisa ir além das estratégias de atração, incorporando de forma mais consistente a permanência e o desenvolvimento de carreira.
A principal reflexão levada do encontro é que o setor se preocupa efetivamente com a pauta, que tende a ser tratada, cada vez mais, como tema de gestão, com impactos mensuráveis no negócio.

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